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sábado, 18 de abril de 2015

A importância do fortalecimento dos músculos abdominais

Muito se fala da importância do fortalecimento dos músculos abdominais, mas você sabe o que realmente isso significa?






Os músculos abdominais fazem parte do tronco (ântero-lateral) e incluem o reto abdominal, os oblíquos externos, oblíquos internos e transverso abdominal. O reto abdominal também é conhecido por "tanquinho". Os outros três são encontrados na parte mais lateral do abdômen, sendo o transverso abdominal o mais profundo. Esses músculos são de grande importância para a manutenção da postura correta, para a estabilização da coluna lombar e para o controle do corpo. São os músculos abdominais ( reto abdominal, os oblíquos interno e externo do abdômen e o transverso do abdômen ) os responsáveis pela sustentação das vísceras, de forma que estas se mantenham o mais próximo da coluna ( nosso centro gravitacional).

A boa postura é aquela que ajusta nosso sistema músculo-esquelético (ossos e músculos) da melhor forma possível, mantendo o equilíbrio e distribuindo o esforço das atividades, não sobrecarregando nenhuma das partes do corpo.

Quando há flacidez muscular abdominal, os órgãos se projetam frontalmente modificando o centro de gravidade corporal. Com conseqüente sobrecarga na coluna torácica e lombar.

O fortalecimento dos músculos que compõem o abdômen fornece estabilidade para as paredes anterior, laterais e posteriores do tronco, evitando a sobrecarga da região lombar. Estudos recentes nos mostram a eficiência no fortalecimento da região abdominal, favorecendo a flexão e extensão do tronco durante as atividades de vida diária e diminuindo os impactos sobre a coluna vertebral. Sendo assim, os benefícios vão muito além da estética, garantindo mais estabilidade e equilíbrio corporal e influenciando positivamente inclusive na correção da respiração torácica e abdominal.

Sobrepeso tem conseqüências tanto fisiológicas como afeta diretamente as estruturas de sustentação do corpo, responsáveis por vencer a gravidade.

Resultando em:

  • desvios de coluna
  • sobrecarga na musculatura paravertebral ( costas ) favorecendo o aparecimento de desconforto contínuo
  • encurtamento nos músculos antigravitacionais por sobrecarga


Devemos lembrar também que a coluna é umas das estruturas formadoras do CORE*, sendo assim, a sua estabilização influenciará até nos segmentos mais distais do corpo, como os nossos membros superiores e inferiores, nos seus movimentos e posicionamentos. Concluindo, o fortalecimento adequado dos músculos abdominais favorece a biomecânica correta de todo o corpo durante a prática de qualquer atividade física.


Fonte: http://www.educacaofisicaa.com.br/2013/10/a-importancia-do-fortalecimento-dos.html?m=1




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ginástica Hipopressiva


É uma ginástica que envolve a região abdominal e pélvica com a finalidade de reduzir a pressão intra-abdominal e fortalecer a musculatura interna do abdome, assim como fortalecer o períneo e reduzir a compressão dos discos intervertebrais na região lombar da coluna", explica a fisioterapeuta Liris Leite Wuo, especialista em Uroginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mestre em Ciências da Saúde pela Unifesp, que também desenvolve consultoria esportiva através da clínica Sofistcare, em São Paulo.
A técnica é realizada com uma expiração total máxima, seguida de uma apnéia da inspiração por 1 a 5 segundos, podendo progredir o tempo gradualmente. Isso tudo associado à contração isométrica do diafragma, músculos abdominais (reto, transverso e oblíquos) e assoalho pélvico.
 
Exercícios
Expire até esvaziar o pulmão e comprima o abdômen como se tentasse encostar o umbigo na coluna e junto contraia o assoalho pélvico como se fosse interromper o jato urinário. Segure o máximo que conseguir e volte à posição inicial. Repita de 3 a 5 vezes.
 
 
 

Fonte: http://fisiosaudedamulher.blogspot.com.br/2011/11/ginastica-abdominal-hipopressiva-do.html

domingo, 24 de junho de 2012

Meditação


Meditação modifica seu cérebro em apenas um mês

No meio da loucura da sociedade moderna, a meditação tem ganhado um status interessante como forma de combater o estresse e melhorar a qualidade de vida. A ioga também cresceu como atividade, justamente por promover um bem-estar espiritual.

 Com isso, muitos estudos sobre a meditação foram realizados, para saber, cientificamente, como ela poderia nos beneficiar.

 E os resultados, até agora, tem sido maravilhosos: pesquisas mostraram que a meditação alivia a dor, aumenta a nossa capacidade de atenção, melhora nosso sistema imunológico e representa uma maior conexão entre o corpo e a mente do que até mesmo a dança.

 Isso tudo tem a ver, então, com a forma como a meditação altera nosso cérebro. Foi o que revelou um novo estudo, uma revisão de pesquisas anteriores sobre a meditação, que descobriu que após quatro semanas de prática (o que equivalente a apenas 11 horas) de meditação nosso cérebro sofre mudanças físicas observáveis.

 Os cientistas analisaram os resultados de dois estudos de 2010, um com 45 estudantes da Universidade de Oregon (EUA), e outro com 68 estudantes da Universidade de Tecnologia de Dalian (China).

 Durante esses estudos, os participantes praticaram treinamento integrativo de mente e corpo (TIMC), um tipo de meditação intensa. Eles foram submetidos, também, a ressonâncias magnéticas do cérebro.

 Após duas semanas de prática, os participantes apresentaram uma maior densidade de axônios, ou fibras nervosas, no cérebro. Ao ficarem mais densas, as fibras nervosas, também chamadas de “substância branca”, aumentaram o número de conexões cerebrais de sinalização.

 Após um mês de prática, além do aumento de densidade das fibras nervosas, foi observada também nos participantes a expansão da mielina, um isolamento de proteção gordurosa que envolve as fibras nervosas.

 Esses efeitos foram vistos na região do córtex cingulado anterior do cérebro, que ajuda a regular o comportamento. A atividade nesta parte do cérebro está associada a várias doenças mentais, como déficit de atenção, demência, depressão e esquizofrenia.

 A mudança nessa parte do cérebro afetou os participantes de forma positiva: eles apresentaram melhoras no humor, níveis reduzidos de raiva, ansiedade, depressão e fadiga, além de níveis mais baixos de cortisol, o hormônio do estresse.

 Essa não é a primeira vez que um estudo descobre que a meditação afeta o cérebro, já que um estudo de 2011 também ligou a prática ao aumento da massa cinzenta no hipocampo, uma área do cérebro importante para o aprendizado e a memória.

 Aplicações

Segundo os pesquisadores, a meditação pode ser utilizada para combater doenças mentais. A meditação é uma intervenção simples e barata com potencial para melhorar ou prevenir transtornos do cérebro.

 “As descobertas deste estudo são notícias boas para todos nós. Se tão pouco quanto 11 horas de treinamento da mente melhora nosso cérebro, essa atividade acessível a qualquer pessoa a qualquer momento pode nos ajudar a desfrutar de mais clareza mental e estabilidade emocional em nossas vidas”, comentou a neurocientista Elena Antonova, do Instituto de Psiquiatria do Kings College London (Inglaterra).[DailyMail, NYTimes]

sábado, 19 de maio de 2012

Stress X Exercício Físico

O homem criou uma sociedade da qual ele não consegue se adaptar. (Desconheço autor).

O stress é o maior contribuidor de problemas de saúde.  Mas, a atitude da maioria das pessoas em relação ao stress é de impotência, como se não pudesse evitá-lo de forma alguma.
O nosso organismo tem um sistema de luta ou fuga para as situações conflitantes. A forma como encaramos essas situações faz toda a diferença. As experiências que vivenciamos são armazenadas na nossa mente através de imagens e as emoções são armazenadas no nosso corpo. Para livrar-se de uma experiência traumática e necessário soltar a memória que está no corpo. Para isso, algumas terapias podem ajudar, como a massagem e até a atividade física. Já vi uma pessoa se livrar de anos de raiva acumulada praticando o boxe. O exercício físico libera hormonios que favorecem a sensação de bem estar.

Abaixo segue um texto interessante sobre stress:


Como controlar os males do estresse:

O estresse pode tornar uma pessoa irritada, impaciente e impossibilitada de se concentrar em tarefas. Outras pessoas perdem o sono ou descontam a ansiedade comendo alimentos nada saudáveis.
Para os que sofrem diariamente com situações de estresse, existem boas notícias: independente da falta de tempo e do número de obrigações a serem cumpridas, sempre há uma maneira de controlar o estresse.

Causas do estresse

Basicamente, o estresse surge devido ao número de exigências e obrigações, de diversos níveis, que as pessoas recebem todos os dias. Essas exigências são físicas, mentais, emocionais, e até mesmo de natureza química. A palavra “estresse” é utilizada tanto a situação estressante quanto os sintomas vivenciados sob sua influência (resposta ao estresse).
O estresse ativa o sistema nervoso simpático, estimulando a liberação de hormônios por todo o corpo da pessoa estressada. Esses hormônios dão energia a pessoa, como a reação de “luta ou fuga” (espécie de “alarme” que toca internamente em situações que o corpo se encontra em perigo).
A reação de “luta ou fuga” faz o coração bater mais rápido. A pessoa pode se sentir muito nervosa e com dificuldades para respirar. A curto prazo, a reação de “luta ou fuga” provoca modificações que permitem a pessoa lidar com situações de estresse.
Quando a situação de estresse é enfrentada (ou mesmo quando algum acontecimento estressante é apenas lembrado) as alterações hormonais deixam o corpo em estado de grande excitação, preparando a pessoa para a ação.
O estresse pode ser positivo (como a ansiedade antes de uma festa de aniversário ou recebimento de algum prêmio, por exemplo) ou negativo (discussão no trânsito ou briga com chefe, por exemplo), dependendo da situação. Se contínuos, podem levar à perda de produtividade, problemas de saúde e exaustão.
Quais são os sintomas?
Os sintomas do estresse variam bastante entre uma pessoa e outra, mas geralmente, todas as pessoas se sentem pressionadas e sobrecarregadas. Outros sintomas são:
  • Queixas de dores físicas (dores de estômago, de cabeça, no peito, náuseas, diarréia, sensação de dormência ou formigamento em mãos, braços e rosto).
  • Mudanças de comportamento em casa (choro sem motivo, raiva inexplicável, explosões temperamentais).
  • Problemas para adormecer, pouco sono ou sono exagerado, pesadelos.
  • Dificuldade de comunicação e alterações na personalidade, como por exemplo, exigir mais atenção que o usual ou se tornar uma pessoa quieta.
  • Impaciência, intolerância e irritabilidade.
Quem está vivenciado algumas dessas características têm chances de estar em um nível alto de estresse. Se não controlado, o estresse pode levar a sentimentos permanentes de desamparo, ou mesmo ao desenvolvimento de doenças como a depressão e ansiedade.
Muitas vezes os sintomas do estresse são confundidos com estas doenças. Uma das principais formas de diferenciar é que o estresse normalmente cede quando a situação estressante é afastada.

6 estratégias para controlar o stress

1. Identifique as fontes do estresse
Tente descobrir os desencadeantes. Você se sente ansioso antes de uma prova? Está com a agenda cheia de compromissos? Talvez você esteja além do limite, e se sente irritado e cansado. Após identificar as fontes, tente minimizá-las o máximo possível.
2. Fale e compartilhe
Explique ao seu professor que está tendo problemas com alguma matéria, por exemplo. Converse com amigos sobre como está se sentindo. Expor os sentimentos sem ser julgado é essencial para manter uma boa saúde mental e lidar melhor com estresse.
3. Reserve mais tempo para você
Antes que você chegue ao limite máximo, procure um tempo para ficar só. Um tempo para fazer o que quiser, longe das preocupações e responsabilidades do mundo. As vezes este tempo tem que ser obrigatório, ou seja, reservado para uma atividade de relaxamento ou lazer.
4. Defina limites
Não tenha medo de dizer “não” antes de assumir grande número de compromissos, especialmente se você está equilibrando seu tempo entre faculdade, trabalho e atividades extracurriculares. É importante saber definir as prioridades, para não se sobrecarregar. Dizer “não” pode, alem de ajudá-lo a controlar o estresse, dar-lhe mais controle sobre sua vida.
5. Controle a respiração
Respirar pode medir e alterar o seu estado psicológico, fazendo um momento estressante aumentar ou diminuir de intensidade. Prestando atenção em sua respiração. Inspirar profundamente e em seguida soltar o ar lentamente é uma excelente técnica para se sentir mais relaxado.
6. Exercite-se diariamente
Exercícios aumentam a liberação de endorfina, substancias produzidas naturalmente no cérebro que trazem sentimentos de tranqüilidade. Muitos estudos mostram que o exercício, juntamente com o aumento da liberação de endorfina realmente faz aumentar a confiança e auto-estima e reduzir as tensões. Além do mais, se você já andou por vários quilômetros, você sabe como é difícil pensar em seus problemas, quando a sua mente está focada em andar.

O stress pode deixar as pessoas doentes?

O problema do estresse é que ele é cumulativo. Em outras palavras, se você não tiver uma boa maneira de lidar com o estresse ou contrabalançar a reação de “luta ou fuga”, a constante exposição aos hormônios sobrecarregam o corpo.
Alterações nos níveis de hormônios produzidos pelo stress podem prejudicar a saúde. Quando os níveis de stress aumentam, acontece uma superprodução de hormônios que enfraquecem o sistema imunitário. Isto pode levar a problemas físicos e psicológicos.

Quando devo procurar ajuda?

Quando o estresse interromper a sua vida, causando problemas na hora de dormir ou fizer você se sentir ansioso e fora de controle, fale com um profissional da saúde. Ele poderá recomendar um terapeuta que poderá oferecer apoio e dar-lhe alguns conselhos práticos na forma de lidar com o estresse sem deixá-lo assumir a sua vida.
Um sinal de alerta é quanto a sensação de estresse invade situações não relacionadas a ele, como o convívio social, familiar e os momentos de lazer.

Fonte: http://www.vocesabia.net/saude/6-dicas-para-combater-o-estresse/

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ginástica Laboral



Você sabe o que é ginástica laboral?

É a ginástica praticada no ambiente de trabalho. Laborar significa trabalhar.

Existem algumas doenças que são muito comuns no ambiente corporativo. Antigamente, essas doenças eram conhecidas como LER (Lesões por Esforços Repetitivos), hoje em dia, usa-se outra nomemclatura: DORT (Doenças Ocupacionais Relacionadas ao Trabalho).

A nomenclatura foi alterada por que a LER pode apresentar-se por outras atividades, fora do ambiente laboral.

Para evitar as doenças ocupacionais, devemos atentar para alguns fatores:

- Estresse;
- Postura;
- Repetição de movimento.

Além de tentar minimizar esses fatores é importante praticar períodos de descanso entre a atividade, esse descanso pode ser ativo. A ginástica laboral pode ser preparatória, compensatória ou de relaxamento.

A preparatória é realizada antes do início da atividade.

A compensatória durante a atividade laboral, compensando a musculatura que foi utilizada durante o exercício da função;

A atividade de relaxamento, geralmente é realizada após o expediente.

Alguns benefícios são sentidos imediatamente. Mais disposição, melhor relacionamento interpessoal. Outros, a longo prazo.

Existem alguns fatores organizações que muitas vezes não favorecem a pratica da atividade física no ambiente de trabalho. Algumas empresas também não oferecem profissionais capacitados para a prática. É importante escolher um profissional que tenha experiência, que motive, de diversifique a aula e que também tenha facilidade em explicar os benefícios para os colaboradores.

A falta de informação, muitas vezes, pode favorecer o encerramento do programa de prevenção.

Todos temos direito ao bem-estar. A ginástica laboral favorece esse bem-estar. Não abra mão desse direito. Se a empresa que você trabalha oferece esse serviço, aproveite. Se não oferece, procure orientação de um profissional e realize alongamento nos períodos de descanso. O maior beneficiado será você.



Texto: Manoela Souza. Professora de Educação Física. Especialista em Fisiologia do Exercício e em Treinamento Desportivo Avançado.

domingo, 14 de agosto de 2011

OBESIDADE


A obesidade é um dos maiores problemas de saúde hoje em dia. A velha fórmula de redução da ingestão de calorias e aumento do metabolismo energético é bastante conhecida entre os que desejam emagrecer. Mas se todos sabem a fórmula por que muitos não conseguem emagrecer? Trouxe hoje um trecho do livro Metafisica da Saúde, do psicólogo Luiz Antonio Gasparetto e seu parceiro de pesquisa Valcapelli, onde eles olham para a obesidade de uma forma mais ampla. Essa abordagem metafisica da obesidade pode ajudar muita gente a compreender, por que o processo de emagrecimento é tão difícil para alguns e tão mais fácil para outros.



OBESIDADE
Necessidade de sentir-se acolhido.

Atualmente a obesidade tem sido um tema amplamente divulgado. Vem sendo pesquisada pela comunidade científica e explorada por oportunistas que oferecem regimes milagrosos que mais prejudicam o corpo do que resolvem definitivamente o problema.
O aumento de peso tem afetado boa parte da população, principalmente pessoas de média idade. A preocupação com a elevação de peso, na maioria dos casos, é exagerada, por que não só afeta o físico, mas também abala a auto-estima e fere o amor-próprio.
Excesso de peso é um constante desconforto. O espelho denuncia a existência de curvas indesejadas no corpo, as roupas perdem o caimento que sempre tiveram ou, infelizmente, nem servem mais. Para desespero da pessoa, ela precisa admitir que engordou.
Numa sociedade que cultua um modelo estético de corpo esguio, de modelos magras, ter uns quilos a mais já é motivo de preocupação, por causa da discriminação.
O que mais afeta as pessoas que estão acima do peso é serem taxadas de gordas e discriminadas no grupo de amigos. A adequação é um dos objetivos de qualquer um, portanto a obesidade fará a pessoa sentir-se inadequada; isso causa grande abalo emocional.
Antes de se dedicar a um método de redução de peso, é preciso integrar-se com a própria realidade corporal, porque muitas vezes a pessoa, não estão acima do peso como imagina, mas, em sua visão distorcida do próprio corpo, ela equivale a alguém que possui peso bem elevado.
Aceitar o próprio peso não significa acomoda-se à condição em que se encontra. Se a pessoa se integrar com sua real condição, sem se depreciar, ela vai escolher um método de emagrecimento que não agrida o corpo nem prejudiquem a saúde.
Quem comete exageros, aventurando-se em regimes rigorosos e exercícios pesados para perder o máximo de peso no mínimo de tempo, não respeita os limites do corpo e, conseqüentemente, agride-se. Empenhar-se nos objetivos estéticos é saudável, mas não se deve radicalizar.
O verdadeiro bem-estar não depende do peso que o corpo apresenta, mas sim de como a pessoa está se sentindo interiormente. O fato de o indivíduo não se tornar escravo das aparências já é um ponto favorável para que se sinta bem consigo mesmo.
Cuidar do corpo é um gesto de carinho. Evitar os excessos e preservar a integridade física com dietas amenas intercaladas com exercícios leves representa uma maneira natural de perder peso, sem a pressão exercida pela baixa auto-estima quando se atrela o emagrecimento à felicidade.
A insegurança e a fragilidade interior tornam a pessoa dependente das formas físicas para estabelecer vínculos afetivos. Já aqueles que são interiormente saudáveis, além dos cuidados com o corpo, consideram outros talentos como agentes de integração e preservação de um relacionamento. A estética corporal promove uma aproximação circunstancial. A condição emocional é responsável por estender uma relação, sustentando longo convívio entre o casal.
Um corpo com as formas esculturais desperta nos outros, o desejo, mas não necessariamente promove laços afetivos saudáveis. Para o sucesso no relacionamento, o corpo não é tudo, porque, quando gostamos de uma pessoa, envolvemo-nos num encanto mágico, típico dos enamorados. Esse estado faz emergir os desejos sexuais, promovendo a atração, que suplanta os sensos estéticos impostos pela sociedade.
A obesidade não é empecilho para o amor. Não se deixa de gostar porque o parceiro engordou. Na intimidade, por exemplo, as formas físicas não são tudo; conta muito o desempenho do parceiro, a ginga do casal na cama, não exatamente as formas corporais; estas seduzem o outro, mas não necessariamente realizam a própria pessoa.
Quando uma relação não dá certo e o desfecho culmina com o aumento de peso de uma das partes, esse fato pode ter desencadeado a separação, mas não é o principal causador da ruptura: Os abalos emocionais causados pelas crises no relacionamento deixaram a pessoa carente, fazendo-a recorrer à comida para saciar suas lacunas afetivas. Esse comportamento provocou o aumento de peso.
Há também outro fator a ser considerado. Nesse caso, trata-se do ciúme e do excesso de cobrança. Quando se ganha peso, geralmente se perde a auto-estima e a pessoa se sente insegura na relação. Conseqüentemente, comporta-se de maneira exagerada, às vezes até neurótica, ocasionando conflitos. Portanto, a obesidade não é a causa da infelicidade no amor, mas essa causa pode ser a conduta da pessoa diante do parceiro.
No âmbito metafísico, o aumento de peso está relacionado com a fragilidade interior, que se compara a uma imaturidade emocional A pessoa sente-se despreparada para lidar com algumas situações, geralmente na relação familiar ou afetiva, mas pode ser também de ordem profissional ou social.
Assustada com o desenrolar dos fatos, sente-se desamparada. Em vez de enfrentar as dificuldades do ambiente, recorre aos subterfúgios para atenuar suas frustrações.
Um dos mecanismos de fuga mais freqüentes é a alimentação. A pessoa precisa estar sempre mastigando alguma coisa para atenuar o ócio ou extravasar a indignação. Também o prazer do alimento compensa o desconforto da realidade, preenchendo o vazio interior. A compulsão pela comida é uma queixa freqüente nos casos de excesso de peso. Não se consegue comer moderadamente, respeitando os limites alimentares. A comida passa a ser uma obsessão difícil de ser controlada.
Outra forma de compensar é por meio das faculdades mentais. Os obesos são dotados de uma imaginação fértil. Avaliam as situações com muita meticulosidade. Destacam-se pela extraordinária criatividade, tornam-se excelentes estrategistas.
A agilidade mental é tão grande, que mesmo sozinhos começam a fantasiar histórias com outras pessoas ou situações e precisam bolar um plano para saírem vitoriosos de supostas batalhas travadas em sua mente. Ficam tão desgastados só de imaginar as confusões ou dificuldades, que se abstêm das ações diretas.
Enquanto ficam pensando em tudo que precisam fazer, emitem impulsos mentais para o organismo, que, em virtude disso, se prepara para exaustivas atividades, armazenando uma série de nutrientes absorvidos na digestão, principalmente as gorduras, que servem de combustível para o corpo na hora de realizar as tarefas planejadas. Como não ocorre a execução, a força de ação é sabotada, provocando um acúmulo de tecidos gordurosos, que vão contribuir para o aumento de peso.
As pessoas que sofrem com o aumento de peso são entusiastas, vivem repletas de expectativas, muitas delas infundadas, criando um universo de sonhos. Geralmente, se, distanciam da realidade, mergulhando em suas fantasias. Querem ser mais do que realmente são, no entanto têm dificuldade para concretizar seus anseios.
Quando vão realizar algo, não se comportam de maneira organizada. Tentam fazer várias coisas ao mesmo tempo, comprometendo a efetivação de cada uma delas. Não bastasse essa agitação, ainda se põem a opinar em tudo, assumindo responsabilidades excessivas. Tornam-se displicentes com o que realmente tem a ver com elas. Não possuem a determinação necessária para concluir as tarefas em andamento. Preocupam-se demasiadamente com o andamento de tudo, mas não se dedicam objetivamente na efetivação daquilo que é prioritário. Projetam muito mais do que são capazes de realizar.
Esses indivíduos estão sempre insatisfeitos com os resultados obtidos nas situações ao redor, tanto pela sua própria ineficiência quanto pelas expectativas projetadas sobre os outros. Amargam fracassos familiares ou profissionais, frustrando sua vontade de interagir com o meio.
Alguns se isolam, permanecendo apáticos; outros procuram meios para chamar a atenção das pessoas, com chantagens ou histórias fantásticas. Há também quem aja com estupidez, para exercer certo domínio por meio da persuasão e do medo.
Nada disso, porém, irá preencher a pessoa o suficiente. É um engodo que a distrai, afastando-a de sua realidade interna, que precisa ser reformulada.
Não dependa do destaque alcançado, para sentir-se aceito e conseqüentemente integrado ao meio em que vive. Sinta-se bom o bastante, respeitando as devidas proporções de sua penetração diante daqueles que o cercam. Não cometa exageros. Seja simplesmente você, porque esse é o maior tesouro que se pode alcançar na vida.
Os obesos, naturalmente emotivos, possuem grande capacidade afetiva, tanto que, quando manifestam essa qualidade interior, conquistam ou promovem aqueles que estão à sua volta. No entanto, esse não é seu estado freqüente. Por terem sido muito afetados por essa sensibilidade, tomaram-se racionais, para se protegerem, evitando novas decepções.
As pessoas obesas têm dificuldade para expressar aquilo que sentem. Temem entregar-se ao relacionamento e sofrer decepções, como provavelmente já deve ter ocorrido no passado. Os traumas nas relações são as maiores agravantes desses temores presentes.
Mostram-se afetuosas com os outros, mas em seu íntimo repousa uma grande carência, que se intensifica por não saberem lidar direito com os próprios sentimentos. O temor de serem abandonadas por quem as ama faz com que desenvolvam apego excessivo, manifestando-se em forma de cobrança. Exigem constantes explicações, ocasionando um distanciamento cada vez maior entre o casal ou em relação aos entes queridos.
O próprio medo de perder as pessoas queridas leva-as a agir de maneira nociva para as relações, ocasionando a temida perda. A felicidade afetiva depende do bom desempenho de cada um na relação. A dificuldade de um reflete-se diretamente na convivência do casal ou da família, interferindo na harmonia do lar.
A excessiva atividade mental das pessoas que sofrem com o aumento de peso provoca ansiedade, que é desenvolvida basicamente pela dificuldade da pessoa em interagir com o vazio do momento, que precede uma ocasião especial. Em vez de preparar-se relaxando, ela se preocupa com o desfecho, deslocando-se para o futuro.
A ansiedade impede que se vivam intensamente as experiências, integrando-se com a realidade presente. Ficar preso ao passado e imaginar como será o amanhã provoca uma intensa atividade mental e, conseqüentemente, grande desgaste de energia em vão.
O excesso de peso revela falta de habilidade para aguardar o momento certo para agir. Temendo insucessos, a pessoa se previne, elaborando uma série de planejamentos para garantir resultados promissores.
Confiança em si próprio e nos processos existenciais é um conteúdo escasso no universo interior das pessoas obesas. Não havendo isso o corpo proporciona um revestimento de tecido adiposo que oferece uma falsa sensação de proteção e aconchego, que não é reconhecido no meio externo.
Exemplos disso ocorrem quando alguém passa por certos problemas, como ruptura de uma relação afetiva perda do emprego ou queda financeira, apresentando significativo ganho de peso. Isso significa que a falta de apoio afetivo ou material provoca uma lacuna emocional, que é compensada pelo revestimento de gordura no corpo.
Dedicar-se a reformular as condições interiores que figuram entre as causas metafísicas da obesidade representa um ingrediente fundamental nas dietas e exercícios que visam à redução ou ao controle do peso. Esse trabalho interior compreende, entre outras coisas, sentir-se vitorioso pelo simples fato de existir em meio aos desafios existenciais, considerar a capacidade de superar obstáculos e expressar o potencial.
Não dependa dos bons resultados exteriores para promover a auto-estima e elevar o amor-próprio. Sinta-se bem o suficiente para realizar aquilo que cabe a você, sem depender do apoio ou consideração dos outros. Você é a causa de tudo e, conseqüentemente, o único responsável pela própria felicidade.
Não fiquem apenas nos planos mentais, traçando estratégias; dedique-se à realização. Procure pôr em prática cada pensamento, manifestando a possibilidade para realizar ou não aquilo em que você está pensando. Quando o projeto for totalmente inviável, considere aqueles pensamentos como sonhos fantasiosos, que só consomem energia e distanciam você da realidade; seja objetivo e prático. Desse modo, seu corpo permanecerá em condições saudáveis e bem apresentável, sem que você precise sacrificar-se tanto com regimes e exercícios.
Você merece um corpo saudável e em boas condições; para tanto, sinta-se bom o bastante para fazer aquilo que cabe exclusivamente a você. Não dependa dos outros nem de resultados concretos para seu bem maior.

Fonte: Metafisica da Saúde - vol 3 - Valcapelli & Gasparetto

sábado, 18 de junho de 2011

Qualquer coisa pode ser uma meditação

Estava lendo esse texto do OSHO e me senti tentada a postá-lo aqui.
Espero que gostem...

QUALQUER COISA PODE SER UMA MEDITAÇÃO

Este é o segredo: desautomatize-se. Se podemos desautomatizar as nossas atividades, então tudo na vida se torna meditação. E aí qualquer coisa, por mais insignificante que seja, como tomar um banho de chuveiro, fazer uma refeição ou conversar com um amigo, tudo se transforma em meditação. A meditação é um potencial, uma capacidade que temos e que pode ser projetada ou transferida para qualquer coisa. Não é uma ação específica. Há pessoas quem pensam dessa forma, acreditando que a meditação seja um ato isolado em que você se senta de frente para o leste, repete determinados mantras, queima um pouco de incenso, faz isso e aquilo num determinado momento e de uma determinada maneira, acompanhados por determinados gestos. A meditação não tem nada a ver com isso. Todas essas são maneiras de automatizar a meditação e a meditação é contra a automatização.

Correr, andar, nadar

É natural e fácil manter-se alerta enquanto se está em movimento. Quando se está sentado em silêncio, o mais natural é pegar no sono e adormecer. É muito difícil manter-se desperto quando se está deitado na cama, porque a situação o ajuda a pegar no sono. O movimento naturalmente faz com que o corpo fique alerta e não é possível dormir. O único problema é que o movimento pode se tornar mecânico.

Aprenda a fundir corpo, mente e alma. Descubra maneiras de funcionar como um todo, por inteiro.
Isso costuma acontecer com quem corre. Talvez você não imagine a corrida como uma forma de meditação, mas os corredores muitas vezes têm uma vivência muito forte de meditação. E se surpreendem, porque não era isso o que estavam procurando - quem pensaria que um corredor iria ter uma experiência divina? Mas acontece. E hoje em dia, cada vez mais, correr está se tornando um nova modalidade de meditação.
Você já correu por esporte? Gostava de correr de manhã bem cedo, quando o ar está fresco e puro, quando o mundo inteiro desperta de uma noite de sono para um novo dia? Você está correndo e o seu corpo funciona harmoniosamente, o ar está fresco, o mundo renascia, a vida cantava ao seu redor, você se sentia tão vivo... Chega um momento em que o corredor desaparece e só a corrida permanece. O corpo, a mente e a alma começam a funcionar juntos e, de repente, ocorre um orgasmo interior.
Alguns corredores já tiveram acidentalmente a sensação dessa quarta dimensão, turiya. Pensam que foi por causa da corrida que o momento lhes pareceu tão belo: era um lindo dia, o corpo estava saudável e o mundo era bel, então tudo não passou de um determinado clima. Os corredores não percebem o que acontece, mas, se prestarem atenção, a minha opinião é de que um corredor pode se aproximar da meditação muito mais facilmente do que qualquer outra pessoa.
Caminhar ou nadar também podem dar um ótimo resultado. Todas essas atividades devem ser transformadas em meditação.
Esqueça as antigas idéias sobre meditação, segundo as quais basta ficar sentado embaixo de uma árvore em postura de ioga para estar meditando. Essa é apenas uma das maneiras de meditar e pode ser satisfatória para alguns, mas não para todos. Para uma criança pequena, isso não é meditação, é tortura. Para um jovem ativo e vibrante, isso é repressão, não meditação.
Comece a correr de manhã. Enquanto estiver correndo, procure usar todo o corpo: não corra como se estivesse em uma camisa de força. Movimente-se como uma criança, usando o corpo inteiro, mãos pés, para correr. Respire fundo, a partir do abdômen.
Nunca se torne um especialista em corridas. Continue sendo um amador para não perder essa capacidade de se manter alerta. Se em algum momento você achar que a corrida se tornou automática, pare de correr e experimente nadar. Quando a natação se tornar automática, experimente a dança. O importante é lembrar que o movimento é apenas um pretexto para criar a percepção. Enquanto estiver criando percepção, o movimento será bom. Nunca deixe que uma atividade se torne automática.



Fonte: Osho - Meditação - A primeira e última liberdade

Quero deixar claro que a corrida é um exercício que precisa de alguns cuidados para ser praticado. Sempre procure fazer um check up antes para saber como está a sua condição física. Depois da avaliação, de preferência, procure um profissional de Educação Física, graduado e que tenha conhecimento em corrida, para prescrever o seu treinamento de uma forma gradual, pois, essa atividade feita de forma inadequada poderá causar lesões.