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domingo, 30 de maio de 2010

Fazer Sauna e Forçar o Suor Faz Emagrecer?

O que acontece é que geralmente as pessoas vinculam perda de água (desidratação no corpo) com o emagrecimento e este absurdo é tão divulgado que encontramos verdadeiras manifestações de auto-flagelo ao observamos pessoas correndo pelas ruas debaixo de um sol escaldante totalmente agasalhados e sem a mínima orientação como se não bastasse cheias de cremes dos pés a cabeça, e ainda por cima só vão beber "um gole " de água após horas do fim da atividade. Isto de maneira nenhuma é saudável e merece esclarecimento:

No caso da atividade física, a água que perdemos serve de regulador térmico para justamente proteger o nosso organismo de maiores seqüelas devido a agressão da atividade (o super aquecimento interno).

Na sauna, ela não atua no emagrecimento como se pensa porque o líquido perdido sob a forma de suor , acaba sendo reposto pela hidratação obrigatória e pela alimentação, ou seja se pesarmos nosso corpo antes e após a sauna de longa duração (como muitos fazem) notaremos uma diminuição de peso mas é devido a grande perda de água com a exposição ao calor, como se fosse uma esponja que enxuga a água e depois ao espremer ela volta a ser o que era. O médico Dr.Osmar de Oliveira, recomenda indivíduos com mais de 40 anos , cardíacos, hipertensos, diabéticos e pneumopatas graves que consultem um médico antes de participar de uma seção . Segundo ele , 10 a 15 min são suficientes para o relaxamento e desintoxicação da pele, maior tempo seria desnecessário.

A perda de água nestes dois casos , não só pode como deve ser reposta o mais rápido possível para restabelecer nossa homeostase (equilíbrio) corporal. Esta perda ou a diminuição do peso corporal não tem nada haver com a gordura, pois a gordura e músculos são estruturas diferentes, com densidades diferentes que só se modificam realizando-se trabalho. Sendo a musculatura muito mais pesada que a gordura , nem a balança nem o suor são os mais corretos indicadores da redução de adiposidade e sim através da verificação de medidas de dobras cutâneas ou processos de medidas por impedância bioelétrica (avaliação física em academias). Caso não tenha acesso a tais aparelhos, observe através dos buracos do cinto ou roupas que ficaram mais largas.

A melhor maneira de emagrecer é através do débito calórico. Perder mais do que se ganha (com exercícios), se alimentar menos que seu corpo precisa ou os dois combinados.... mas tudo com orientação.

Estejam ativos e boa sorte !
Desconheço autor mas concordo plenamente.

domingo, 23 de maio de 2010

RESPIRAÇÃO

Existem dois meios de se colocar ar nos pulmões: no estilo barriga para dentro, peito para fora, que é a respiração torácica, ou então através do diafragma, que é a respiração abdominal.

Observe uma criança pequena dormindo. Veja como sua barriguinha sobe e desce, numa calma de fazer inveja. Essa é a respiração diafragmática ou abdominal. Agora lembre-se dessa mesma criança chorando ou assustada. Essa é a respiração torácica.

Quando você enche o peito de ar, encolhendo a barriga, está usando apenas a musculatura do tórax. Esse é o tipo de respiração de quem está fazendo um exercício físico intenso. E é também o tipo de respiração de quem está sob pressão. Nesse último caso, ocorre uma superficialização dos movimentos, entrando menos ar em cada movimento, mas com um grande número de inspirações e expirações. O resultado é acúmulo de ar viciado, pobre em oxigênio, além de tensão muscular. Já a respiração diafragmática ocorre em situações de calma e, muito importante, é capaz de diminuir a reação de alarme.

O diafragma é o músculo que separa o abdome do tórax, e pode ser controlado com um mínimo de atenção. Experimente as seguintes recomendações, pratique por poucos minutos ao dia, e confira os resultados! Antes de modificar seu padrão de respiração, passe a observa-lo. Veja como você respira quando sob pressão, usando sua lista de estressores, e aqui vale tanto um susto no trânsito quanto uma reunião de trabalho. Na sequência, procure verificar sua respiração quando está cansado, como antes do almoço ou no final do expediente. Nesta fase, não modifique. Apenas observe.

Num local calmo, em casa, passe a provocar a respiração diafragmática, da seguinte maneira:
  • Deitado, coloque uma mão na barriga, logo acima do umbigo, e a outra no peito.
  • Inale muito lentamente, procurando fazer de sua barriga um balão expandindo-se. A mão da barriga deve subir e a mão do tórax deve se mexer muito pouco. Respire com muita calma, de maneira regular e suave.
  • Expire muito lentamente, mais ou menos na mesma velocidade que inspirou. Deixe sair todo o ar. Se aguentar, fique um ou dois segundos antes de começar um novo ciclo.
  • Se pensamentos começarem a interromper sua concentração, você poderá contar o tempo que está passando, como um mil, dois mil, três mil, etc. sendo que cada um desses números cantado mentalmente equivale a aproximadamente um segundo. Outra maneira é desenhar também na mente um círculo que se completa a cada ciclo de respiração, imaginando metade na inspiração e metade na expiração.
  • É possível que suas primeiras experiências o deixem com alguma tontura. Não force o organismo, este não é um desafio e muito menos uma competição. Vá devagar e procure se adaptar aos poucos.


Quando estiver dominando a técnica você conseguirá desencadear a respiração abdominal quando precisar. Passe a empregá-la em situações de tensão. Pode ser no meio de uma reunião (ninguém vai notar), meio minuto antes de atender àquele cliente importante, no meio do trânsito.


Essa prática é facílima e sem querer você não apenas irá melhorar dos sintomas, mas também já começa a monitorar as situações que o deixam mais tenso.


Retirado parcialmente do livro: A Hora da Virada: enfrentando os desafios da vida com equilíbrio e serenidade. Ed. Saraiva. 4a. edição - Cyro Masci

domingo, 16 de maio de 2010

A importância da avaliação física

Atualmente, as pessoas estão procurando cada vez mais as práticas desportivas, sejam elas ao ar livre ou em ambiente fechado, como nas academias. Mas, infelizmente, esquecem-se que o conhecimento da sua condição física atual se faz necessário para que seja possível detectar e/ou prevenir algum tipo de doença e quantificar e qualificar a intensidade/volume adequada para a rotina de exercícios a ser seguida. E com isso, alcançar os resultados esperados, sejam eles estéticos, profiláticos ou visando resultados desportivos, por exemplo.

É comum as pessoas confundirem avaliação física com avaliação médica. A primeira tem por objetivo realizar uma triagem inicial sobre o indivíduo e o acompanhamento periódico da evolução dos resultados obtidos, buscando sempre a melhor estratégia e ergonomia no alcance dos mesmos. Qualquer indício de patologia é recomendada a visita ao especialista médico. Já avaliação médica tem por objetivos identificar doenças preexistentes ou suspeita das mesmas e determinar o tratamento mais adequado. Existem academias e departamentos de avaliação física que disponibilizam desses dois atendimentos, facilitando para o aluno e maximizando a obtenção de dados sobre o nível de aptidão atual do avaliado e proporcionando assim uma melhor elaboração do trabalho físico a ser seguido.

Iniciar a prática desportiva sem o mínimo conhecimento é o mesmo que caminhar com os olhos fechados e tentar chegar a algum lugar. É fundamental estabelecer metas e estratégias para o alcance dos objetivos almejados, e isso só é possível através da verificação das variáveis envolvidas, para que a partir da análise dos dados, possa ser estabelecido o melhor planejamento a ser iniciado e/ou mantido.

Praticamente todos os estabelecimentos desportivos (academias, clubes, estúdios de personal trainning, etc.) disponibilizam de um departamento de avaliação física, e basicamente os procedimentos adotados são os citados abaixo:

Anamnese: questionário detalhado sobre as condições atuais do avaliado (histórico familiar e pessoal de doenças, procedimentos cirúrgicos, utilização de medicamentos, fumo ou bebidas alcoólicas, hábitos nutricionais e desportivos e disponibilidade de horários para as práticas desportivas preferidas);

Avaliação cineantropométrica: obtenção dos dados relacionados ao corpo do avaliado. São os diâmetros ósseos, perímetros (circunferências) corporais e dobras cutâneas. Através dessas medidas, pode-se observar a densidade óssea, o somatotipo (tipo corporal de acordo com a constituição física), verificar a simetria entre os segmentos corporais (tronco e membros superiores e inferiores) e a determinação da composição corporal (peso de gordura, peso ósseo, peso muscular, peso visceral, peso de gordura em excesso e peso alvo), respectivamente. Existem muitos protocolos para a observação desses dados, mas os acima citados, são mais utilizados devido ao baixo custo e alta reprodutividade;

Avaliação neuromotora: análise das valências físicas força ou “resistência” muscular e flexibilidade. Existem muitos métodos para a avaliação, mas os mais comuns são “apoio” de frente sobre o solo ou “flexão” de braço, flexões abdominais e “sentar e alcançar” de Wells. Como no item acima, existem outras formas de avaliar as valências físicas, mas essas são de fácil aplicabilidade e baixo custo;

Análise postural: através da verificação visual ou com a ajuda de instrumentos específicos (simetógrafo, fio de prumo, etc.), o avaliador verifica qualquer desequilíbrio postural e o alinhamento do corpo do avaliado. Em caso de desvios graves é recomendada a visita ao especialista médico para maior aprofundamento. Atualmente existem softwares que avaliam a postura corporal através de fotos;

Avaliação cardiorespiratória: avalia a capacidade em sustentar uma atividade física onde ocorram ajustes hemodinâmicos (no sangue), cardíacos e respiratórios, por um período longo onde a energia seja provinda do metabolismo do oxigênio. Nesses testes verifica-se o VO2 máximo (quantidade máxima do indivíduo em utilizar oxigênio em um esforço físico) e atualmente, vem sendo muito utilizado a determinação do limiar anaeróbio, que, basicamente, identifica a utilização dos substratos energéticos (gordura e carboidratos principalmente) pelo organismo à medida que o esforço físico aumenta. São determinadas as zonas de batimentos cardíacos para que o avaliado se exercite, mantendo com isso uma margem de segurança e eficácia muito maior nas atividades desempenhadas. Vários são os métodos para a verificação dessa valência física, os quais podem ser realizados em bicicleta ergométrica, esteiras ergométricas, bancos (degraus) e pista de atletismo.

O esquema demonstrado acima, preferencialmente, deve ser realizado antes do início das atividades físicas e repetido em períodos regulares (geralmente 03 meses) para um melhor acompanhamento dos resultados. Para os atletas, os métodos são mais sofisticados, mais caros e, quase sempre invasivos (perfuram ou cortem o indivíduo ou colham seu sangue para análise laboratorial).

Vale ressaltar que a avaliação física é importante no ponto de vista da saúde, por proporcionar uma maior segurança para o treinador e o aluno, e no que se refere ao treinamento físico em si, pois só através de dados claros é possível alcançar as metas desejadas. REALIZE SUA AVALIAÇÃO FÍSICA E BONS TREINOS!!

Texto de Luciano Meireles de Pontes